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Príncipios do Global Compact discutidos no Forúm Económico Mundial

Terminou no último sábado, dia 25, o Fórum Económico Mundial que teve lugar em Davos, na Suíça e que reuniu chefes de governo, executivos mundiais de topo e organizações humanitárias. Tendo como temática principal os desequilíbrios que abalam as economias emergentes, o painel presente discutiu sobre a crise europeia, a educação, o emprego, o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a segurança e revelou bastante otimismo neste ano de 2014 para a consolidação económica e para mudanças decisivas a nível mundial.

Para este ano, prevê-se que a economia europeia registe um ligeiro crescimento – como explica Lee Howell, responsável do Fórum Económico Mundial. “A crise aproxima-nos, por um momento, mas estou convencido que este é o ano para a consolidação europeia – o momento de relançar esta visão, de dar o salto, para a refrescar. Espero sinceramente que se consiga atingir isto aqui em Davos”.

Também questões relacionadas com o princípio das Práticas Laborais do Global Compact foram colocadas em cima da mesa. Uma das grandes preocupações da zona euro em 2014 são as elevadas taxas de desemprego e a grande exigência das empresas para com os seus trabalhadores. Na realidade, esta foi uma questão muito presente neste fórum. Obrigar o trabalhador a trabalhar em excesso e fora do seu horário de trabalho aumenta o nível de stress e de pressão. Refletindo as práticas laborais nas empresas muitos oradores no Fórum de Davos deram o seu testemunho. É o caso da conselheira económica da administração de Bill Clinton, Laura Tyson que afirma que “é mais do que evidente que o bem-estar psicológico afeta a produtividade nos negócios”.

Igualmente importante foi a referência ao princípio dos Direitos Humanos sustentado pelo Global Compact. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, convidou a comunidade internacional a direcionar a sua especial atenção para a opressão feita a adolescentes do sexo feminino nos países em desenvolvimento. Neste sentido, pede um maior investimento na sua emancipação já que as considera fundamentais para alcançar muitas das metas estabelecidas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio - redução da fome e da pobreza, aumentar o acesso à saúde e educação, atingir a igualdade entre géneros e a estabilidade ambiental, entre outros.

Ainda Ban Ki-moon referiu a importância da participação dos líderes mundiais na Cúpula Mundial do Clima em novembro de 2014. Indo ao encontro do princípio de Proteção Ambiental do Global Compact, o secretário-geral da ONU lembrou a relevância de equilibrar as mudanças climáticas e o incremento das economias para o alcance de um desenvolvimento económico sustentável.

Também em Davos se conversou sobre o décimo princípio do Global Compact relacionado com políticas de Anticorrupção. Neste ponto falou-se do Fórum Anticorrupção a decorrer ainda este ano em África que contará com especialistas internacionais em auditorias e investigadores de fraudes de empresas africanas. Este será um fórum que terá como objetivo a redução do alto índice de fraudes no setor corporativo visando o incremento de investimentos.

O Fórum Económico Mundial de 2014, que iniciou no dia 22 e terminou no dia 25 em Davos, na Suíça, juntou 1.500 líderes empresariais de todo o mundo e mais de 40 chefes de Estado ou de governo.

Ban Ki-moon em Davos

 Fotografia UN News Centre