Business Ambiton for 1.5º - Our Only Future

  

 

Uma ação climática ambiciosa é fundamental para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e consequente alcance dos 17 ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Por este motivo, o United Nations Global Compact lançou, em setembro de 2019, a “Business Ambition for 1.5ºC – Our Only Future”, uma campanha de combate às alterações climáticas focada na urgente necessidade de diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e com a necessidade de promover a transição para uma economia de baixo carbono, de modo a alcançar as zero emissões líquidas em 2050.

Mais do que melhorar a reputação das organizações, a Business Ambition 1.5ºC incentiva as organizações a empenharem-se verdadeiramente na preservação do planeta através do combate às alterações climáticas, exigindo a assunção de um compromisso com metas concretas que devem ser alcançadas em matéria de redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Ao assinarem este compromisso, as organizações comprometem-se com uma de duas opções ou com ambas:
  1. Opção 1 – Metas científicas 1.5ºC: alinhar as suas metas com a redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE), em todos os âmbitos relevantes, evitando um aquecimento superior a 1.5ºC;
  2. Opção 2 – Compromisso de zero emissões líquidas:  estabelecer um compromisso público de alcançar as zero emissões líquidas até 2050, em linha com metas quantitativas intercalares de 1.5ºC e com os critérios e recomendações da “Science Based Targets initiative” (SBTi).

Embora o objetivo da campanha seja alcançar zero emissões líquidas em 2050, existem dois motivos que justificam o estabelecimento de metas intercalares para 2030:

  • Incentivar as reduções a curto prazo: vias para limitar o aquecimento a 1.5ºC, assumir que as emissões chegam ao ponto mais alto até 2020, seguindo-se uma fase de forte descarbonização, que chegará ao nível zero até 2050. Trajetórias de descarbonização a curto prazo (entre 2020 e 2030, por exemplo) são normalmente mais acentuadas do que no longo prazo (entre 2040 e 2050, por exemplo);
  • Maximizar a responsabilidade: de acordo com uma investigação da Universidade de Harvard, o tempo médio de permanência de CEOs nas empresas de grandes dimensões (no Índice S&P 500) era de cerca de sete anos, em 2017. Segundo o mesmo documento, menos de 15% das empresas que entram neste índice são geridas pelo mesmo CEO durante 15 ou mais anos. Tendo em conta esta realidade, espera-se que as empresas que estabeleçam objetivos de zero emissões líquidas a longo prazo também estabeleçam metas quantitativas a curto prazo, dando aos seus investidores, consumidores e outros stakeholders a certeza de que estão a fazer progressos em matéria de corte de emissões e rumo ao objetivo de as mitigar totalmente.

 

 

Em novembro de 2019, a Global Compact Network Portugal associou-se a esta iniciativa, lançando o mesmo apelo às empresas portuguesas. Na Conferência Internacional “Making Global Goals Local Business - Iberia” que decorreu na Culturgest no dia 6 de novembro, 20 empresas subiram ao palco e assumiram este compromisso perante Lise Kingo, CEO e Executive Director do United Nations Global Compact.

 Empresas portuguesas que assinaram a carta de compromisso:

          
            
         
     

 

 
   

 

   
         

 

Consulte aqui a lista de empresas, a nível mundial, que já aderiram à Business Ambition for 1.5C.


Nota: Esta é uma ação global em curso, que teve início em setembro de 2019, pelo que as empresas poderão envolver-se, contactando, para o efeito, a Global Compact Network Portugal.

21-08-2020