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Tintex Textiles | Uniting Business to responde to COVID-19

Estando certo de que “a situação anterior não existe já”, Ricardo Silva, Head of Operations da Tintex Textiles, reforça que “devemos estar atentos a possibilidades de investimento em tecnologias de futuro sem desvirtuar o know-how adquirido pelas PME”. Em resposta às questões colocadas pela GCNP, Ricardo Silva (RS) explica que a sua organização se focou rapidamente “em desenvolver, produzir e fornecer soluções para as máscaras sociais reutilizáveis”, estando “a laborar continuamente e em grande velocidade para este segmento de mercado”.

GCNP: Quais são, na sua perspetiva, os maiores desafios desta pandemia, para a sua organização e para as PME em geral?

RS: Neste momento de grande indefinição, vivemos todos um desafio relacionado com a estratégia e o rumo a tomar para o futuro. Deixo, por isso, algumas questões:

  1. Devemos investir recursos (humanos e financeiros) nas oportunidades que estão cá neste momento como os EPIs e máscaras ou devemos ficar de lado e manter o rumo anterior mesmo com o mercado parado neste momento e tentamos manter as empresas vivas e prontas a laborar quando “tudo acalmar”?
  2. Como é a nossa dependência de mercados externos no que toca a fornecimento?
  3. Estamos a criar as sinergias corretas para alavancarmos as oportunidades de negócio certas?
  4. Conseguimos sobreviver seis meses com o mercado quase parado? Temos linhas de financiamento ajustadas a esta necessidade?

GCNP: O que é que a sua organização está a fazer em concreto para responder aos novos desafios de mercado impostos pela pandemia Covid-19? Existe uma maior aposta em produtos mais procurados nesta fase de pandemia ou em novos/diferentes canais de distribuição?

RS: Desde o início da pandemia, e fruto do trabalho do Governo e das entidades portuguesas na criação de sistemas e validações de produtos para este propósito, focámo-nos muito rapidamente em desenvolver, produzir e fornecer soluções para as máscaras sociais reutilizáveis. Neste momento, estamos a laborar continuamente e em grande velocidade para este segmento de mercado, que hoje é extremamente volátil, mas acreditamos que evoluirá para um estado mais estável, até se tornar um produto do nosso dia-a-dia e hábito comum.

GCNP: O que é que considera que deve ser feito, nomeadamente pelas PME, para que a economia recupere desta crise e se construa uma sociedade mais resiliente?

RS: Pensando nos desafios que estão à nossa frente, especificamente em alguns dos exemplos que lancei anteriormente, cada empresa deve traçar um plano estratégico e o seu rumo sobre o que quer mesmo fazer no futuro próximo. A situação anterior não existe já. Mudou e não sabemos em que próximo estado de equilíbrio ficará. Por isso, devemos estar atentos a possibilidades de investimento em tecnologias de futuro sem desvirtuar o know-how adquirido pelas PME. Em suma, as PME devem evoluir tecnologicamente, perceber que segmentos de mercado e novas oportunidades estão à nossa frente para os próximos um, cinco e dez anos.

GCNP: Acha que o mundo vai ficar igual após esta pandemia?

RS: Acredito que não. Estamos a viver uma fase de medo. Temos medo da aproximação pessoal. Este fenómeno foi causado em apenas três meses, até nos tocar pessoalmente. Acredito que demorará muito tempo (e possivelmente nunca conseguiremos de ter este pensamento na memória) até deixarmos de ter receio da aproximação completa. Vamos manter hábitos de vida diferentes dos anteriores. As culturas vão adaptar-se a isso. Os hábitos de consumo estão a mudar drasticamente. O Mundo Online e Digital subitamente cresceu mais ainda do que se pensava e não voltará atrás.

 

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