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81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

  • Temáticas: Direitos Humanos

por Anabela Vaz Ribeiro, Diretora Executiva do UN Global Compact Network Portugal 

 

 

81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

As Nações Unidas são uma instituição distante para a maioria das pessoas. Têm regras próprias de funcionamento, dentro de um ecossistema muito alargado e estão longe da nossa visão e atividades diárias. As mensagens que nos chegam são na maioria das vezes apelos para agir em prol da paz, da segurança ou apoio em situações de catástrofe. Talvez a iniciativa mais conhecida para as empresas sejam Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que também são definidos como um apelo à ação para todos os países para promover a prosperidade, ao mesmo tempo que protegem o planeta.

Mas a Organização das Nações Unidas tem uma ação muito mais abrangente do que estas três áreas de ação. As Nações Unidas são uma organização internacional fundada em 1945, composta por países, que designa por estados-membros. Inicialmente com 51 Estados-membros cresceu para os atuais 193 constituintes, sendo o seu trabalho norteado pelos princípios na sua Carta fundacional, que começa com a icónica frase “We the peoples...”.

Os principais órgãos da ONU são a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Económico e Social, o Conselho de Tutela, a Tribunal Internacional de Justiça e o Secretariado da ONU.

Todos os Estados-membros da ONU integram a Assembleia Geral, que reúne todos os anos em setembro na sede da ONU, em Nova Iorque, para a Assembleia Geral das Nações Unidas. É um momento chave para a diplomacia global, dado que reúne os Estados-Membros para tratar das questões mais urgentes do mundo, desde as alterações climáticas e a saúde global até à paz, segurança e resposta humanitária. Este ano, durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, a disputa pelo cargo de Secretário-Geral irá dominar algumas das discussões, à medida que ganha força o processo de escolha do próximo líder da organização. Sobre esta temática, recomendamos que explore o [Re]Group.

[Re]Group: A Playbook for Turbulent Times

[Re]Group é uma plataforma para ideias, análises e perspetivas sobre o futuro da cooperação global. Com curadoria da Fundação da ONU, centra-se no futuro da ONU e no debate pelo cargo de Secretário-Geral.

Reforma do Sistema da ONU

Oitenta anos após a sua fundação, o sistema da ONU continua a ser central para promover a paz, o desenvolvimento, a ação humanitária e os direitos humanos, apoiando milhões de pessoas todos os anos. Mas à medida que os desafios se tornam mais complexos e os recursos mais escassos, a organização viu-se perante a necessidade de reforma da sua estrutura de funcionamento, através da “Iniciativa ONU80” para que cada mandato, dólar e decisão gere um maior impacto para as pessoas e para o planeta.

Muito para além da Assembleia Geral

Mas a semana da Assembleia Geral das Nações Unidas é hoje muito mais do que aquilo que acontece dentro da sala da Assembleia Geral.

Durante alguns dias, Nova Iorque torna-se um dos principais centros de discussão sobre os grandes desafios globais. Em paralelo com o debate entre Chefes de Estado e de Governo, realizam-se centenas de reuniões de alto nível, encontros bilaterais, fóruns, debates e eventos promovidos pelo sistema das Nações Unidas, governos, empresas, organizações da sociedade civil, fundações, academia e outras instituições internacionais.

É precisamente esta diversidade que torna esta semana particularmente relevante. Os mesmos desafios são analisados a partir de perspetivas diferentes: política, empresarial, económica, social, científica e geopolítica. Alterações climáticas, financiamento do desenvolvimento, inteligência artificial, direitos humanos, paz e segurança, água, natureza ou transformação dos modelos económicos deixam de ser discussões isoladas e passam a fazer parte de uma conversa mais ampla sobre a forma como queremos responder a desafios que nenhum país, empresa ou organização consegue resolver sozinho.

Para as empresas, esta é também uma oportunidade para perceber antecipadamente os temas que estão a ganhar espaço na agenda internacional, conhecer diferentes abordagens e soluções, dialogar com decisores e pares de outros mercados e participar em discussões que acabarão, direta ou indiretamente, por influenciar políticas públicas, regulação, investimento e expectativas sobre o papel das empresas.

Talvez seja também aqui que as Nações Unidas se tornam menos distantes. Não apenas enquanto instituição, mas enquanto espaço onde diferentes atores com interesses, responsabilidades e perspetivas necessariamente distintas se encontram para procurar pontos de convergência e construir respostas coletivas.

É esse ecossistema de conversas, encontros e perspetivas que acompanharemos durante a semana da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Brevemente partilharemos a agenda.

Se tem interesse em participar, junte-se a nós para uma semana emocionante.

 

 

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Estratégia para a Igualdade de Género 2026-2030

  • Temáticas: Diversidade, Equidade e Inclusão

por Anabela Vaz Ribeiro, Diretora Executiva do UN Global Compact Network Portugal 

 

 

Estratégia para a Igualdade de Género 2026-2030, uma estratégia renovada para os próximos cinco anos

A Comissão Europeia apresentou a 5 de março de 2026, a nova Estratégia para a Igualdade de Género 2026-2030. A estratégia integra a igualdade de género em todos os domínios da vida, desde a educação e a saúde até ao trabalho e à vida pública, e procura dar resposta às atuais ameaças, como a ciberviolência e aos riscos relacionados com a Inteligência Artificial, que afetam particularmente as mulheres.

 

 

A nova estratégia reforça a ação da UE, aborda questões emergentes e intensifica a aplicação da legislação e das políticas em vigor:

 

  • Envolver os homens e os rapazes na luta pela igualdade de género, reconhecendo que essa igualdade lhes é benéfica e o seu papel na mudança da sociedade. A estratégia foca o combate à manipulação de informação e a desinformação, para evitar a polarização entre mulheres e homens, em especial entre os jovens. Está previsto um estudo sobre as redes e narrativas dirigidas a homens e rapazes.
  • Promover os mais elevados padrões na saúde e nos sistemas de cuidados de saúde para todos. Pela primeira vez, os cuidados de saúde são abrangidos como um domínio de intervenção específico sendo adotada uma iniciativa emblemática com a Organização Mundial da Saúde com vista a melhorar a qualidade e a acessibilidade dos cuidados de saúde prestados às mulheres. A estratégia apresenta novas medidas para fazer face à falta de investigação médica, de diagnósticos e de tratamentos que tenham em conta a dimensão de género.

 

  • Fomentar a prosperidade através da promoção da igualdade de género em todos os setores económicos. A estratégia lança um novo plano de ação para as mulheres na investigação, na inovação e nas empresas em fase de arranque, a fim de atrair mais mulheres para estes setores na UE. Apresenta ainda ações para atrair as mulheres para carreiras de STEM (science, technology, engineering and mathematics), bem como uma nova abordagem «Boys in HEAL», que incentivará os homens a estudar e a trabalhar nos domínios da saúde, da educação, da administração e da literacia.

 

  • Colmatar as disparidades nos salários e pensões entre homens e mulheres, apoiando os Estados-Membros na plena aplicação da Diretiva Transparência Salarial e colaborando com o Banco Europeu de Investimento para melhorar o acesso das mulheres empresárias ao financiamento e reforçar a sua representação no setor financeiro.

 

  • Novas medidas para apoiar a participação equitativa e segura das mulheres na política. Atualizar o levantamento das medidas adotadas nos Estados-Membros para promover a participação e a liderança das mulheres na política, na administração pública e nos parlamentos a fim de fazer face à atual falta de representação das mulheres em toda a UE. Apresentar uma recomendação sobre a segurança na política, promover a participação das mulheres na política e na vida pública e a lutar contra a manipulação de informação e as ingerências, que frequentemente conduzem à polarização entre mulheres e homens.

 

  • Promover a igualdade de género na agenda mundial, elaborando e apresentando o quarto plano de ação em matéria de género para 2028-2034, e um novo plano de ação para as mulheres, a paz e a segurança. Lançamento da nova iniciativa «SHIELD», centrada na melhoria do acesso à saúde sexual e reprodutiva e na prestação de apoio aos sobreviventes de violência baseada no género, em conformidade com a nossa ajuda humanitária sensível às questões de género e apoiada em princípios.

Contexto

A igualdade de género é um direito fundamental e um dos valores essenciais da UE. A agenda da UE em matéria de igualdade de género baseia-se nos tratados constitutivos da UE e na Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que dispõe que a igualdade entre homens e mulheres deve ser assegurada em todos os domínios.

Previsões apontam para 50 anos para a UE alcançar a plena igualdade de género

Embora se verifiquem progressos, as estimativas do Instituto Europeu para a Igualdade de Género sugerem que, ao ritmo atual da mudança, seriam necessários 50 anos para a UE alcançar a plena igualdade de género. Persistem também disparidades entre os Estados-Membros. A nova estratégia transforma os objetivos do Roteiro dos Direitos das Mulheres, apresentado pela Comissão e aprovado por todos os Estados-Membros em 2025, em ações concretas que visam capacitar as mulheres e raparigasenvolver os homens e rapazescombater retrocessos relativamente aos direitos fundamentais e acelerar os progressos para alcançar uma Europa verdadeiramente equitativa em termos de género.

A estratégia para 2020-2025 introduziu iniciativas legislativas destinadas a promover a igualdade de género na UE. O Roteiro dos Direitos das Mulheres reafirmou o empenho da Comissão Europeia em alcançar a igualdade de género, apresentando uma visão a longo prazo para os progressos e apelando a outros intervenientes que apoiassem os seus objetivos. O Índice de Igualdade de Género de 2025 do Instituto Europeu para a Igualdade de Género e os resultados do relatório anual sobre a igualdade de género demonstram que continua a ser necessário tomar medidas para alcançar a igualdade de género.

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Corporate Sustainability Needs a Broader Narrative

by Georg Kell and Andreas Rasche 

For more than two decades, corporate sustainability has been anchored in a compelling promise: that companies could “do well by doing good”. The logic of “green growth” suggested that long-term investments in decarbonisation and clean technologies would address environmental challenges while unlocking new markets and efficiencies. Greater social responsibility, in turn, would align with evolving norms and supportive policy frameworks.

This long-term narrative has been powerful, but it is now under strain.

The policy frameworks that have supported corporate sustainability for much of this period have changed markedly. The US has stepped back from the rules-based system, prioritising fossil fuel development over environmental stewardship. Wars in Ukraine and the Middle East have shifted political attention towards defence and security, often at the expense of longer-term priorities. As strategic rivalry between and social polarization within countries have replaced the rules-based system, the logic of global market integration that puts a premium on good ESG performance has been hollowed out.

In this more volatile setting, policy support for climate action and social inclusion has also weakened in Europe. Short-term responses to external shocks, including fossil fuel subsidies and diluted carbon pricing, have made it harder to sustain the link between sustainability and profitability. A recent study of 688 companies reflects this shift: only 17 per cent report that sustainability benefits outweigh costs. After all, the business case for sustainability is not as straightforward as often assumed. There are many trade-offs, hidden costs and leadership challenges.

Balancing Short-Term Adaptation and Long-Term Transformation

It is time to broaden the narrative on corporate sustainability – one that encompasses not only long-term transformation but also short-term adaptation. While the green growth narrative remains relevant over the long run, it does not, on its own, provide a sufficient rationale for immediate action. Too often, businesses default to short-term thinking, and without a clear business case, sustainability falls by the wayside.

In a volatile and uncertain environment, the short-term imperative of corporate sustainability does not hinge on win–win scenarios; it depends on resilience. Resilience better reflects current political and economic realities. It underscores firms’ capacity to withstand shocks, reduce dependencies, and operate under uncertainty. It also offers a clearer bridge between short-term decision-making and long-term strategic positioning.

  • Consider energy. The volatility of fossil fuel supplies and prices has shown that the transition away from fossil fuels is not simply a question of marginal cost. It is about reducing exposure to external shocks and geopolitical pressures. Investments in decarbonisation, electrification, smart grids and storage not only reduce emissions; they enhance energy security and strategic autonomy.
  • A similar logic applies to agriculture. Regenerative practices that reduce reliance on synthetic fertilisers improve soil health, product quality and biodiversity. At the same time, they lower exposure to supply disruptions, thereby strengthening resilience in food systems.
  • Circular economy models offer further illustration. By reducing dependence on virgin raw materials and shortening supply chains, companies can mitigate risks linked to resource scarcity and geopolitical tensions. Already, more than 95 per cent of the raw materials used in electric vehicle batteries can be reused.
  • On the social side, there is also a case for reframing. In more polarised societies, corporate commitments to human rights, inclusion and non-discrimination do more than shape internal culture. They can support social cohesion and enable more constructive dialogue. In this sense, social responsibility contributes to the resilience of both firms and the societies in which they operate
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Companies need to treat sustainability as both a source of short-term resilience and a driver of long-term value creation. Simply adapting to shifting market conditions is insufficient without fundamentally rethinking strategies and business models.

Business Resilience and Long-Term Value Creation

A broader narrative for corporate sustainability captures both the imperative of short-term resilience and the pursuit of long-term regenerative growth. The narrative must be expanded, not replaced, as structural forces continue to reinforce the long-term business case for sustainable practices.

The physical impacts of climate change, droughts, wildfires, flooding, sea level rise and biodiversity loss, are already reshaping operating environments. For companies, sustainability is increasingly about managing risk, ensuring continuity and securing future growth. Markets are beginning to reflect these changes. Rising insurance costs and volatile agricultural commodity prices suggest that climate-related risks are being priced in. These developments point to a shifting balance between risk and opportunity.

Technological progress continues apace. Advances in green technologies, combined with the expanding use of artificial intelligence, are improving efficiency and accelerating adoption. Competitive dynamics are shifting accordingly. As The Economist has noted: “China is now making more money from exporting green technology than America makes from exporting fossil fuel.”

The weakening of policy frameworks therefore sits uneasily alongside a growing imperative to invest in resilience. Many companies, constrained by short-term performance pressures, struggle to reconcile these opposing dynamics, particularly when their sustainability narrative rests on the assumption of immediate “win-win” outcomes.

Updating the Narrative…

The story of corporate sustainability has always evolved alongside broader political, social and environmental trends. Today, those conditions have changed significantly. Updating the narrative is therefore not optional.

For European companies in particular, there is a strong case for positioning sustainability as a driver of resilience, underpinning strategic independence in energy, materials and promoting social stability. Such a reframing can help explain to investors why sustainability investments remain essential, even in the absence of consistent policy support. It may also encourage policymakers to move beyond short-term, populist measures towards frameworks that support a more stable, competitive and less vulnerable economy.

The original promise of “doing well by doing good” has not completely disappeared. But in a more fragmented and uncertain world, it needs to be complemented by the insight that sustainability enables companies to endure, adapt and ultimately prosper. This does not just require resilience, it also, and maybe most of all, requires to better acknowledge the basic values and principles that serve as the very foundation of sustainable and inclusive societies.

 

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Water Capital

  • Temáticas: Água & Oceano

Water Capital, a água como recurso estratégico

 

A água é um recurso essencial para a vida, para as economias e para as empresas.

Apesar da sua aparente abundância, apenas uma fração da água do planeta está disponível e acessível para consumo humano e atividades económicas. Com as alterações climáticas, a urbanização acelerada e a pressão crescente sobre os ecossistemas, a água disponível tornou-se um recurso cada vez mais escasso e imprevisível. Por esse motivo, nas últimas décadas a gestão estratégica da água passou a integrar a agenda internacional.

E porque a água deixou de ser apenas um recurso operacional e passou a ser um fator crítico de risco e de competitividade, para diversos setores económicos, criámos o Water Capital, uma iniciativa que valoriza a gestão estratégica da água

A Water Capital apoia as empresas a compreender, medir e gerir a água como um ativo estratégico, ligando riscos e decisões de negócio às bacias hidrográficas críticas onde operam em alinhamento com o CEO Water Mandate e com a Estratégia Nacional “Água que nos Une”.

Porquê  Water Capital?

A água é um ativo económico estratégico.

A água é um ativo económico crítico para a criação de valor, a produtividade e a viabilidade dos modelos de negócio. A sua escassez, qualidade e previsibilidade influenciam custos, decisões de investimento, localização de operações e desempenho financeiro. Encará-la como capital significa reconhecê-la como um fator económico estruturante, e não apenas como um recurso operacional.

Fator de risco e resiliência

A água é um dos principais determinantes de risco físico, operacional, financeiro e reputacional. Eventos climáticos extremos, pressão sobre bacias hidrográficas, conflitos de uso e incerteza regulatória afetam diretamente a continuidade das atividades económicas. Tratar a água como capital implica proteger e reforçar a resiliência desse ativo ao longo do tempo.

Capital partilhado e territorial

A água é um capital comum, cuja gestão afeta simultaneamente empresas, comunidades, ecossistemas e territórios. A degradação ou escassez compromete não só o ambiente, mas também a estabilidade económica e social. Uma abordagem de Water Capital reconhece que o valor empresarial depende da saúde dos sistemas hídricos e da cooperação entre utilizadores.

Elemento de gestão e decisão estratégica

Considerar a água como capital exige integrá-la nos processos de gestão, planeamento estratégico, investimento, gestão de risco e reporte, com base em dados, métricas e responsabilidades claras. A água deixa de ser um tema ambiental periférico e passa a ser um critério explícito de decisão, alinhado com políticas públicas e objetivos de longo prazo.

Assente no CEO Water Mandate que resulta da parceria entre o UN Global Compact e o Pacific Institute. A iniciativa apela às empresas para integrarem a gestão responsável da água nas suas operações e cadeias de valor, alinhando a sua atuação com as características das bacias hidrográficas em que operam.

O CEO Water Mandate mobiliza líderes empresariais para enfrentar os desafios globais da água em parceria com as Nações Unidas.

 

Constitui-se como plataforma de compromisso empresarial para gerir a água responsavelmente e para reduzir os riscos críticos relacionados com a água para as empresas.

Link para a página do Water Capital: https://globalcompact.pt/focus-areas/agua-oceano/water-capital

Contacte-nos para mais informações.

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A UN Global Compact Network Portugal (UN GCNP) é a rede portuguesa do United Nations Global Compact (UNGC), que reúne os participantes da iniciativa com sede ou operações em Portugal.


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